A escolha de um colchão errado pode causar indisposição, cansaço e até dores de cabeça

• No momento da escolha de um colchão peça ao vendedor que lhe informe o tipo de colchão e/ou travesseiro levando em consideração seu peso e altura

• O tempo de vida de um colchão pode variar de 1 a 30 anos dependendo dos materiais e acabamento utilizados

• Quando se escolhe um colchão para casal, deve-se levar em consideração o peso e altura do cônjuge maior

• Quanto a firmeza, seu colchão não deve ser muito "duro", nem muito "macio". Nos colchões muito "macios" a coluna fica "torcida", já os muito "duros" não se ajustam ao contorno do corpo.




COLCHÃO MUITO MACIO

Um colchão muito macio pode ocasionar curvas ou distorções na superfície, promovendo um desalinho da coluna vertebral. A tensão viciosa que o músculo da área cervical, dorsal, lombar e glútea faz para restaurar a posição natural da coluna durante o período do sono, deixa a musculatura tensa, produz o desconforto e a dor pela manhã, agravando problemas de postura.





COLCHÃO MUITO DURO

Aquele modelo bem duro, que não se adapta às curvas da coluna, deve ser evitado, pois cria pontos incômodos de pressão em seus ombros e quadris. Vale salientar que um mau posicionamento ou movimento inadequado dos ossos, pode causar o mau funcionamento dos tecidos e órgãos por todo o corpo.



COLCHÃO IDEAL

O colchão ideal é aquele no qual a coluna se molda na posição correta, e sustenta corretamente o peso do seu corpo, proporcionando descanso. Deite sempre de decúbito dorsal horizontal (de barriga para cima) ou em decúbito lateral (de lado). Evite deitar-se de bruços, nesta posição a coluna fica sem apoio e torna-se dolorosa. Ao deitar-se de barriga para cima, use travesseiro fino; ao deitar-se de lado, use travesseiro médio, preenchendo o espaço entre a cama e a orelha, de modo que o pescoço fique alinhado com o tronco.





HISTÓRIA DO COLCHÃO


Por mais incrível que pareça, o colchão foi uma das invenções mais antigas do mundo. Isso ocorreu pois o desconforto de dormir no chão era muito grande, então o homem descobriu que juntando um “montinho” de folhas seu conforto aumentava. Com o passar do tempo e das estações do ano, ele logo percebeu que era necessário se aquecer, para resolver esse problema utilizou a pele dos animais como lençol e como cobertor. Após algum tempo ele criou o chamado “paleta”, costurando as folhas, palhas e ramos, entre peles de animais, se assemelhando mais com o colchão de hoje em dia.

Com o passar do tempo o colchão foi virando um verdadeiro símbolo do luxo, isso aconteceu nas cultura mais avançadas tais quais as Egípcias, Romanas e Gregas. Em 3400a.c. o Rei Tut dormia em uma cama feita de ébano (madeira nobre), enquanto os cidadãos dormiam sobre folhas de palmeira. Estima-se que o primeiro colchão foi desenvolvido pelos romanos. Ele era feito de palha, pelo animal, algodão e lã. Além disso, os romanos ainda desenvolveram o primeiro colchão de água, diferente de hoje em dia, ele era utilizado com água morna para deixar a pessoa com sono, assim como uma banheira.

A primeira cama desenvolvida foi no século XVI. O colchão era colocado sobre uma treliça de cordas fixas em uma estrutura regular de madeira.

A primeira pessoa que começou a fazer colchões como forma de negócio foi Daniel Hayness, que era um fabricante de máquinas de descaroçar algodão, que acabou inventando uma máquina que comprimia algodão. Seu colchão (de algodão) ficou tão famoso que ele patenteou sua marca em 1889, e ficou conhecido como o “colchão de Sealy”, porque a cidade em que morava era Sealy, Texas.



A estrutura de molas surgiu após a revolução industrial, e utilizada primeiramente em assentos de cadeira. Na forma de colchão, ela foi inventada por Herinch Westphal. Em 1871, Herinch morreu pobre em sua cidade natal na Alemanha.

Um dos maiores problemas, por volta de 1900, era a freqüência em que se encontrava insetos nos colchões, pois os mesmos tinham enchimento orgânico não tratado. Já os colchões de algodão tinham um grande problema em climas quentes e úmidos, eles tinham uma grande chance de mofar, isso diminuiu muito com a invenção de novas tecnologias.

Outro problema enfrentado por volta do anos 50 e 60 nos colchões de algodão diferentemente dos de mola ou espuma, é que ficavam mais firmes ao envelhecerem.
Os colchões de molas começaram a aparecer mais por volta dos anos 20, mas suas vendas cresceram após o término da 2ª Guerra Mundial.





As primeiras empresas no mercado de molas surgiram nos anos 50, sendo elas: Simmons, Sealy, Spring Air, King Koil, etc. Após pouco tempo de mercado além dos tamanhos tradicionais surgiram os tamanhos king e queen.
O látex surgiu durante a guerra para substituir a borracha, e após algum tempo, passou a ser utilizado na fabricação de colchões e travesseiros.
Os tecidos metalassê (bordados) tomaram o mercado no final dos anos 50 começo dos anos 60, dominando o mercado até hoje.

No Brasil a primeira fábrica de molejo que apareceu no mercado foi a Indústria Raphael Musetti, fundada em 1936. Com a marca Epeda, posteriormente vendida para Simmons (americana), e depois vendida ao grupo espanhol Flex. 






A segunda a aparecer no mercado foi a Probel, fundada em 1940. Muitas empresas foram surgindo na década de 50, mas logo desapareceram do mercado. Já no ramo de espumas, a primeira a surgir foi a antiga Trorion (uma associação da Trol com a Orion), fundada em 1959, sua fábrica se localizava no Brás em São Paulo.

Com o aumento da tecnologia vários tipos de molejo foram surgindo no mercado, proporcionando um conforto maior ao dormir. No início o molejo era formado por simples molas cônicas ou bi-cônicas, feitas a mão. Hoje os tipos de colchão variam entre vários fabricantes e também entre vários tipos de molejo que podem ser: Bonel, Superlastic, LFK, Posturepedic, DSS (Dual Suport Sistem), Pocket, Beatyrest e outros.






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